Quando a relação com a alimentação se torna fonte de sofrimento.

Transtornos alimentares são doenças sérias, não escolhas. Com cuidado adequado, é possível se recuperar.1

  • Anorexia
  • Bulimia
  • Compulsão
  • ARFID
Tigela de salada colorida sobre uma tábua de madeira clara
Mãos em concha segurando brotos verdes de pinheiro

Não dá para ver um transtorno alimentar.

É um adoecimento mental, e a aparência nem sempre muda. Muitas vezes o primeiro sinal é uma mudança de comportamento e de humor.2

Transtornos alimentares podem afetar pessoas de qualquer idade, origem, peso corporal e sexo. Quem está muito doente pode parecer saudável.1

Esse é um tema central na trajetória de Aline: ela é coautora de uma revisão sobre a influência da mídia nos transtornos alimentares e na autoimagem de adolescentes e cursa especialização em Equilíbrio Alimentar.34

Os quadros mais conhecidos

  • Anorexia nervosa

    Restrição alimentar extrema, imagem corporal distorcida e medo intenso de ganhar peso, mesmo com peso muito baixo.1

  • Bulimia nervosa

    Episódios de compulsão seguidos de comportamentos para evitar ganho de peso, como vômito, laxantes ou exercício excessivo.1

  • Transtorno de compulsão alimentar

    Episódios recorrentes de comer grande quantidade com sensação de perda de controle, sem comportamentos compensatórios.56

  • ARFID

    Restrição grave do tipo ou da quantidade de alimentos, com repertório cada vez menor, sem relação com a imagem corporal.1

Sinais que merecem atenção

Mudanças de comportamento costumam aparecer antes de mudanças visíveis no corpo.2

  • Segredo em torno da comida

    Preocupação excessiva com alimentação ou esconder o que come.2

  • Mudanças de humor

    Irritabilidade, oscilações de humor e baixa autoestima.2

  • Afastamento social

    Evitar refeições em grupo e se isolar de amigos e família.2

  • Imagem corporal

    Preocupação intensa com peso e forma do corpo, frequente nos transtornos alimentares.7

O que a diretriz NICE NG69 descreve

  • até 40

    sessões em cerca de 40 semanas é a duração descrita para a TCC focada em transtornos alimentares na anorexia em adultos.8

  • até 20

    sessões em 20 semanas é a referência para a TCC-TA individual na bulimia em adultos.8

  • 18 a 20

    sessões em um ano é a duração descrita para a terapia familiar com adolescentes com anorexia.8

Referências de diretriz internacional. O plano de cada pessoa é definido em avaliação individual.

Como o cuidado costuma ser organizado

  1. Começar cedo

    A diretriz NICE orienta que avaliação e tratamento aconteçam o quanto antes.8

  2. Não decidir só pelo peso

    Não se deve usar uma medida isolada, como IMC ou tempo de doença, para decidir se a pessoa recebe tratamento.8

  3. Equipe multiprofissional

    Psicoterapia, acompanhamento médico e orientação nutricional costumam ser combinados, de forma coordenada.81

  4. Psicoterapia com evidência

    A TCC focada em transtornos alimentares (TCC-TA) está entre as opções recomendadas pelo NICE para adultos.8

  5. Família junto

    Com adolescentes, a terapia familiar é uma das abordagens descritas pela diretriz.8

Sinais físicos graves pedem atendimento médico imediato.

Desidratação grave, desnutrição grave, distúrbios eletrolíticos ou sinais de falência de órgãos exigem avaliação médica urgente, inclusive internação.8 A anorexia tem mortalidade maior que a de qualquer outro transtorno mental, segundo a OMS.7

Ideias comuns sobre transtornos alimentares

Toque em cada cartão para ver o que dizem as fontes.

  • O que as fontes dizem

    Eles afetam pessoas de qualquer peso corporal, e quem está muito doente pode parecer saudável.1

  • O que as fontes dizem

    São doenças sérias, marcadas por alterações graves no comportamento alimentar. Não são escolhas.1

  • O que as fontes dizem

    A diretriz NICE NG69 orienta não usar o IMC isoladamente para decidir quem recebe tratamento.8

O primeiro contato pode começar com uma pergunta.

Não é necessário enviar detalhes clínicos para consultar horários e condições.