O que a pesquisa encontrou

Uma revisão sistemática de 20 estudos, publicada em 2016, associou o uso de redes sociais a preocupações com imagem corporal e alimentação, sobretudo ver e postar fotos.1

A comparação da própria aparência com a dos outros explicou essa relação. Os autores ressaltam que ainda faltam estudos para confirmar causa e efeito.1

Adolescentes e uso problemático

Na Europa, a OMS registrou aumento do uso problemático de redes sociais entre adolescentes: de 7% em 2018 para 11% em 2022, com 13% entre meninas e 9% entre meninos.2

A OMS recomenda conversar sobre bem-estar digital em família e na escola, e reconhece que o uso responsável das redes também pode fortalecer vínculos e redes de apoio.2

Na revisão de Aline sobre mídia e autoimagem, redes sociais e comunidades on-line aparecem como fatores que podem favorecer ou agravar quadros de anorexia e bulimia em adolescentes.3

Quando a preocupação vira sofrimento

No transtorno dismórfico corporal, a pessoa passa muito tempo preocupada com defeitos na aparência que os outros, em geral, nem percebem. Não é vaidade: é uma condição que causa sofrimento.4

Estima-se que afete 2,2% dos adolescentes, segundo revisão de 2016.5

Pequenas mudanças possíveis

  • Perceber quais perfis despertam comparação e como você se sente depois.
  • Conversar em família sobre o uso das redes, como sugere a OMS.2
  • Buscar ajuda quando a preocupação com a aparência ocupa muito tempo ou causa sofrimento.4

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação com profissional de saúde. Em risco imediato, ligue 192.6